Perrengues de uma brasileira no exterior

31 julho, 2020

Hello guys! Meu nome é Ananda Luz, tenho 27 anos, sou professora de inglês (@teacherananda) desde 2015 e estou me formando em química. Fiz esse post hoje para dar boas vindas a vocês. Fui convidada por Tami para dar umas dicas de como se manter produtivo, de rotina de estudo, cronogramas e de estudo em inglês - Além de passar um pouco da minha experiência como professora de inglês. Espero que gostem do que vou contar hoje e se sintam livres para dar sugestões!



Foto: Canva Pro


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Muita gente me pergunta o porquê de eu ensinar inglês e a resposta é bem simples: eu comecei a ensinar inglês quando eu percebi que poderia ajudar outras pessoas a não passar pelo que eu passei quando fiz intercâmbio e a perder aquela trava que a gente tem quando vamos falar com algum nativo. Olha só, também passei por isso!


Eu fui morar na Irlanda numa cidadezinha chamada Sligo em 2014, e eu tive a oportunidade de estudar Química Forense (IT Sligo) - uma experiência incrível.  Quando eu apliquei para o intercâmbio, eu tive que comprovar proficiência em inglês e ser aceita pela universidade; as etapas de seleção foram bem tranquilas, mas o perrengue começou depois!



Foto: Uma das primeiras fotos que tirei em Sligo – Belbulben Mountain, Sligo, Irlanda

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Essa era a minha primeira viagem internacional e, anteriormente eu malmente tinha saído do nordeste do Brasil. Embora eu tenha estudado a língua inglesa a minha vida inteira, eu sabia que seria totalmente diferente de falar com pessoas nativas – Talvez essa seja a maior dificuldade de quem está estudando – montar as frases e perder a “gringofobia”, certo?


Então, quando eu sentei na minha poltrona do avião, só caiu a ficha de que eu estava indo morar em outro país quando o comissário de bordo começou a falar em inglês comigo – ali foi o momento que eu entrei em pânico! Por sorte, as pessoas que estavam do meu lado eram brasileiras e, de certa forma, eu me tranquilizei. O comissário de bordo era bem engraçado, mas eu não entendia muito as piadas, entretanto, fui me sentindo mais confiante com o passar do tempo. O segundo perrengue foi na imigração, embora eu tivesse todos os documentos necessários, eu não sabia o que fazer. Decidi entregar minha pasta CHEIA de papéis para o oficial da imigração e foi bem cômico vê-lo olhando a pasta.

 


Foto: Canva Pro

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Passei minha primeira semana em Dublin, pois minha acomodação não havia sido liberada e tive a sensação de que não seria tão difícil me virar por ali. Mas, na realidade, o SOTAQUE era muito diferente do que eu estava acostumada, ir ao mercado era complicado, falar ao telefone, pedir comida nos restaurantes e interagir com as pessoas parecia algo de outro mundo.


Temos a impressão de que todo mundo que mora fora sabe falar inglês – mas isso NÃO é verdade. Conheci alguns brasileiros que moravam na Irlanda há certo tempo e não eram fluentes em inglês. Por outro lado, vi pessoas que tinham fluência intermediária, desenvolver em questão de um ou dois meses. Comigo aconteceu assim: O dia-a-dia me ajudou a perder o medo e hoje eu recomendo a todos os meus alunos que pratiquem. Vocês não precisam morar fora para serem fluentes, mas vocês precisam PRATICAR diariamente. O meu objetivo aqui é orientar vocês quanto a isso!

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